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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

HUÉ - Cidade Imperial (Vietnã)

                                                    CIDADE PÚRPURA PROIBIDA

                    A cidade de Hué foi a capital do império, até 1945. Nguyen Phuc Anh, em 1802, tomou o poder e se auto proclamou imperador Gia Long. O seu governo só foi reconhecido pela China em 1804. Inspirado na arquitetura da Cidade Proibida de Pequim, do século XV, ele ordenou a construção  de uma muralha de 10 km de extensão e com um fosso de 5 metros de profundidade, desviando as águas  do Rio Perfumado. Uma verdadeira fortaleza que protege a outra muralha que dá acesso a Cidade Púrpura Proibida. Entre as duas muralhas fica a  Cidadela, onde hoje moram 20.000 habitantes. A conclusão da obra só ocorreu na dinastia seguinte, de Ming Mang, em 1833.
                   Na Cidade Púrpura Proibida vivia o imperador, a família, as concubinas e os serviçais eunucos. Quem adentrasse a cidade,  sem autorização, era punido com a morte. Foram construídos vários palácios, como na  de Pequim. O Palácio da Suprema Harmonia, é onde fica o Trono do Filho de Deus, e onde ele recebia os nobres e os mandarins. É o edifício mais importante.
                   O segundo imperador da dinastia Nguyen foi Ming Mang. Ele teve  700 esposas, 142 filhos, sendo 72 homens. Muitas esposas nem tinham contato com ele, porque muitas vezes um mandarim, entregava a própria filha para o imperador, que não podia recusar o presente.
                   O imperador ao morrer levava consigo suas concubinas. Alguns imperadores enterravam as mulheres vivas, como na China antiga. Vale a pena conferir no blogmiaira2: Os guerreiros de Xian
Porisso que os mausoléus dos imperadores eram enormes. Ao sul de Hué, margeando o Rio Perfumado, estão enterrados 7 dos 13 imperadores da dinastia Nguyen. São construções suntuosas, com templos, lagos, jardins.... Visitamos apenas a tumba do Tuc Duc.
                  Em 1847, os franceses conquistaram Hanoi e em 1873, conquistaram Saigon ao sul (hoje é a cidade de Ho Chi Minh ), mas a região central continuou sob o império dos Nguyen. Mas após a segunda guerra mundial, em 1945, Ho Chi Minh implantou o comunismo em Hanói e o imperador entregou o trono, dando fim ao império.
                 Na guerra do Vietnã, em 1968, quase toda a cidade foi destruída, devido ao bombardeio dos americanos, em resposta a tomada de Hué pelos comunistas.
Ao fundo a muralha de pedra, de 10 km de extensão, que protegia a Cidade Imperial. Apresenta 6 metros de altura e 2 de largura.








 Esta é entrada da Cidade Imperial., cercada por um fosso de 5 metros de profundidade.
Mirante com a bandeira do Vietnã hasteada.

Este é outro fosso que separa a Cidadela da Cidade Púrpura Proibida


Esta é a entrada com  3 portas. A porta central era de uso exclusivo do imperador e imperatriz. As duas portas laterais para os nobres, mandarins e convidados do imperador. Quem adentrasse sem ser convidado era executado.




Entrando na Cidade Proibida há outras portinholas de acesso aos palácios.

Detalhes da construção do palácio. Muito dourado e vermelho.

O palácio mais importante é o Palácio da Suprema Harmonia, onde fica o trono do imperador e onde ele recebia os convidados.

Dentro da Cidade Imperial nos locomovemos num transporte motorizado, porque é muito grande e distante as construções. O calor e a umidade cansa demais. Eu vivia com um pequena toalha no pescoço para secar o suor.


Muitas construções foram restauradas e outras ainda não.


Há áreas totalmente destruídas que não foram restauradas ainda, apesar de ter passado tantos anos (1968)

Palácio da Suprema Harmonia e os móveis da época.

Mesa e cadeiras  riquíssimas em detalhes dourados


Teatro da Cidade Proibida

As cadeiras todas de madeira laqueadas em vermelho e dourado.



Detalhes de outros aposentos. 

Fomos almoçar num restaurante típico em Hué, fora da Cidade Imperial. Olha o colorido e a apresentação do prato. Imagina se estava gostoso!!!!!

O enfeite do prato, alho, cenoura, cebolinha, pimenta de cheiro e pimenta dedo de moça. Lindo!!!!!
Após o almoço fomos visitar o mausoléu do imperador Tu Duc, veja as fotos na próxima postagem.


segunda-feira, 27 de outubro de 2014

PAGODE THIEN MU- Cidade de Hué/ Vietnã

                                                        PAGODE THIEN MU

        A cidade de Hué, fica no centro do Vietnã, às margens do Rio Perfumado. Segundo a história, perfumado porque por este rio passavam os comerciantes de perfumes, adorados pelas imperatrizes. Foi a capital do império no tempo em que o Vietnã fazia parte da Indochina (Vietnã, Laos e Camboja). Há muitas atrações turísticas e interessantes, que vale a pena detalhar cada uma delas.
           Tomamos uma embarcação e percorremos o Rio Perfumado, passando por paisagens belíssimas. Desembarcamos na base da colina onde está localizado o Pagode Thien Mu, que data de 1601, também conhecido como o Pagode da Dama Celestial. Um pagode em forma octogonal, com sete pisos (número da sorte, número do budismo). Cada piso, é dedicado a um Manushi-Buddha, ou seja, a um  Buda que apareceu na forma humana.
           Diz a lenda, que em 1601, um místico previu que o homem que construísse um pagode naquela colina, iniciaria uma dinastia. Dessa forma o governador da província de Hoa Thuan, Nhuyen Hoang ordenou a  construção desse belíssimo Pagode. A previsão foi confirmada e a dinastia Nguyen, sua linhagem, foi a última das dinastias imperiais, que reinaram Vietnã até 1945. Dizem também, que neste lugar apareceu uma santa, daí o nome de Dama Celestial.
          Aqui se encontra um ícone do Vietnã, simbolo de manifestação política contra a repressão. É um carro Austin, que pertenceu ao monge Thic Quang Duc, que em 1963, partiu deste monastério e  dirigiu até o centro de Saigon, saiu do carro e ateou fogo ao próprio corpo, para protestar contra o regime sul vietnamita (católicos), que proibia o budismo. Morreu sem nenhum gemido, mas o seu coração foi o único órgão não carbonizado. Seu coração foi considerado sagrado. Da mesma forma, outros seis monges fizeram o mesmo e se mataram. Neste lugar, há um jardim muito lindo por onde transitam os jovens noviços (meninos com túnicas azuis e as meninas marron). É um importante centro budista, é um monásterio. Um lugar extremamente tranquilo e de paz, onde os jovens monges fazem suas atividades diárias.

Uma embarcação do tipo chalana, muito colorida e espaçosa, na qual percorremos o Rio Perfumado. Dentro havia até comércio de roupas e chales. Um delírio para as mulheres, ávidas por compras.

O percurso foi muito lindo, um contraste de verde e azul. Mas, as vezes concreto e azul.

Há essa ponte de aço enorme, unindo as duas margens.

A parte mais moderna da cidade de Hué.


Este é o cartão postal da cidade de Hué. O Pagode Thien Mu de 1601.

Ao fundo o portal para a entrada do monástério.

Pagode octogonal com sete pisos.


O jardim do monastério, muito bem cuidado.




No horário, havia uma cerimônia religiosa no local.


Muitos bonsais centenários.


Esta árvore, é a árvore símbolo do Vietnã.
 Uma maior aproximação para os detalhes das flores.
Carambolas

O carro do monge que protestou com a repressão política sul vietnamita contra o budismo.

O coração sagrado do monge.

Um jovem iniciante arrumando a mesa do almoço. Eles tem a cabeça raspada e somente um topetinho no alto. Eles pedem para não fotografá-los de perto, em respeito. Um lugar muito tranquilo, e muito silencioso onde reina a paz e a espiritualidade.

Na cidade de Hué visitamos também a Cidadela e a Cidade Vermelha Proibida. Será a próxima postagem.


 

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

MOON GARDEN (Hoi An) - culinária vietnamita


         Moon Garden é uma típica vila vietnamita, localizada na cidade de Hoi An, onde pudemos aprender um pouquinho da culinária vietnamita. Uma comida deliciosa e pouco condimentada. Primeiro fomos visitar o vilarejo muito antigo.Visitamos um pequeno comércio local, onde havia venda de carne, legumes, frutas, peixes vivo, tofu etc. Havia duas senhoras limpando gafanhotinhos de arrozais. A princípio dá um pouco de nojo, mas se você pensar que o gafanhoto come folhas de arrozais, o bicho da seda come folhas de amoreira, fica mais fácil de aceitar. Passamos por arrozais e velhas construções, sob um calor muito forte e úmido. O corpo todo fica molhado de suor. Chegando no local da culinária, recebemos uma toalhinha molhada e geladinha para limpar o rosto. Simplesmente, maravilhoso e refrescante. O chef nos aguardava com uma mesa muito comprida, cheia de tábuas de madeira, facas, tomates, folhas verdes etc.Fizemos um enroladinho de carne de porco em papel de arroz. Charutinho de carne numa folha verde que desconheço, mas muito saborosa. Os pratos foram enfeitados com rosa de tomate e gafanhotinho de pepino. Após o almoço delicioso, recebemos uma massagem nas mãos e braços, com vários tipos de ervas na água quente. Depois trouxeram um tacho de água quente com ervas para relaxar os pés, saboreando uma sobremesa gelada de doce de feijão com açúcar e coco.  Na antiguidade, não se podia mostrar o corpo, então a massagem terapêutica era somente nos membros. Usam muito a medicina oriental a base de ervas. Não vi farmácias com remédios alopáticos. A expectativa de vida aqui é de 80 anos.

O comércio na aldeia é assim. As pessoas trazem as suas colheitas para vender. Um pouco de cada legumes e hortaliças.

Eu acho interessante o modo delas trabalharem, sentadas num pedaço de madeira tão baixinho. Quando fomos jantar num restaurante típico, onde tínhamos que sentar no chão, foi um desastre. Muito difícil ficar sentada no chão por muito tempo. As pernas começam a formigar.

Venda de carne de porco  ao ar livre.

Gafanhotinhos  limpos na tigela menor. Elas tiram as asinhas e as perninhas.

Depois de frito, temperado com sal e bastante salsinha, fica uma delicia.

As vendedoras batendo um papo, descansando.

Saímos caminhando pelo vilarejo, sob um sol torturante. Passamos por arrozais, pomares e muitas casinhas antigas.



Chegando na casa onde dão aula de culinária vietnamita. No jardim havia uma grande quantidade desses potes de barro.

Há um altar onde fazem oferendas.

O  grande salão onde fomos recebidos com uma toalhinha molhada e gelada, para limpar o suor do  rosto e das mãos. Depois, um chá gelado e refrescante.

A mesa preparada com os ingredientes e o chef de cozinha ao fundo.

Uma tábua e faca para cortar os tomates em forma de rosa e pepinos em forma de gafanhoto, para enfeitar o prato.

Depois enrolamos o recheio de carne de porco na folha de arroz (receita no final da postagem)

Dessa forma.

Os enroladinhos fritos deliciosos.

Tirinhas de abacaxi, cenoura, pepino e folhas de hortelã para rechear as folhas de papel de arroz e comer com um molhinho. Saboroso, crocante e diferente.

Os verdinhos, são charutinhos de carne enrolados numa folha que diz ser típica do Vietnã.

Sobremesa gelada de doce de feijão, açúcar e coco. Muito bom.

Terminado o almoço, recebemos massagem terapêutica nas mãos e braços dentro dessa bacia com água quente e muitas ervas aromáticas.

A massagem é muito boa. Depois recebemos um tacho com água quente e ervas para mergulhar os pés. Era tudo que eu precisava depois de tanto caminhar.
Que povo maravilhoso!!! simples, simpáticos e trabalhadores.
Enroladinho de carne de porco em folha de papel de arroz:
carne de porco moída, cogumelos tipo shitake cortadinhos, cenoura ralada, bastante salsinha e cebolinha, cebola cortadinha, sal e pimenta. Misturar bem e enrolar nessa folha que dizem vender no bairro da Liberdade. Fritar em óleo bem quente. Fantástico!!!!