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domingo, 24 de novembro de 2013

TRILHA DA PRAIA DAS SETE FONTES - UBATUBA S/P (fotos)


        A trilha da praia das Sete Fontes é de 12 km, na região de Mata Atlântica em Ubatuba, em alguns trechos é bem fechada e com uma vegetação riquíssima e florida. Saímos da Praia da Ribeira e através de trilha, subimos e descemos até  chegarmos a Praia do Flamengo onde o mar é tranquilo, praia deserta. Entramos numa outra trilha e continuando pela mata, chegamos a entrada da Praia das Sete Fontes, onde o mar é mais agitado. Depois de um breve descanso, nos preparamos com calças e camiseta de manga comprida para adentrar numa mata bem fechada, onde havia muitos bambuzinhos com espinhos e uma outra vegetação que enroscava bastante na roupa e nas pernas. A trilha bem estreita e com buracos beirando as encostas merecia bastante atenção. Mas, no final, a vista do costão rochoso é de tirar o folego, lindo, lindo, lindo. Descemos de corda o paredão e sentamos para apreciar a natureza e lanchar.
Ao lado do paredão rochoso há uma gruta onde não foi possível conhecer devido a maré alta. Deve ser bem interessante....é a Gruta do Pirata.
Praia da Ribeira. O tempo estava meio nublado, mas não pegamos chuva no caminho.

Caminhando em direção a mata,

os pés de jacas estavam carregados...

abacaxi silvestre, lindo, mas não sei se é comestível.

vista da Praia do Ribeira do alto da montanha,

chegando a Praia do Flamengo,

muito limpa mesmo!!!

e o mar muito calmo,





subindo a montanha em direção a Praia das Sete Fontes...


Praia das Sete Fontes,

fungo orelha de pau,




palmito jussara,

muito linda essa flor. É interessante e me chama muito a atenção a cor das flores. Na Mata Atlântica encontramos muitas flores com esse tom de azul.....

chegando ao costão rochoso,

a descida aqui é um pouco complicada, mas depois de tanto escorregar no barro, nada é impossível.


com a ajuda de uma corda descemos o paredão rochoso e lanchamos,





descendo todo o paredão dá para subir na rocha a frente,


essa rocha é todinha trincada pela ação das águas, a paisagem e o som das ondas é estonteante.

retornamos pelo mesmo caminho, subir o costão foi fácil, mas subir a montanha cheia de barro com as botas cheia de barro também, não foi não.

chegando ao ponto de partida na Praia da Ribeira para o  embarque na Van em direção a São Paulo.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

PARQUE ROCHA MOUTONÉE - Salto/ SP


           O Parque Rocha Moutonée está localizado na cidade de Salto, entre a Rodovia da Convenção e a Rodovia do Açúcar.  Neste parque se encontra um exemplar de rocha da moutonée, qual é a única na América, sendo que outra igual só existe na Austrália. É um bloco de granito róseo de aproximadamente 600 milhões de anos, cuja superfície foi erodida pela grande glaciação ocorrida no hemisfério sul, na Era Paleozóica. Essa glaciação ocorreu entre 270 e 350 milhões de anos atrás, bem antes do surgimento da vida no nosso planeta. Essa amostra da rocha moutonée foi descoberta no ano de 1946, pelo geólogo Marger Gutmans,  do Instituto Agronômico de Campinas. A palavra moutonée vem da palavra de origem francesa mouton, que significa carneiro. Moutonée porque a superfície da rocha erodida pela glaciação tem o aspecto arredondado como um carneiro deitado (é preciso imaginar bastante).  Este parque e o parque do Varvito também localizado na região, são as provas de que a região já esteve submersa pelas geleiras. A entrada no parque é franca e tem estacionamento. Na recepção do parque tem um vídeo que é uma verdadeira aula de geologia e ainda, há guias para acompanhamento no parque.

Entrada do Parque que foi reinaugurado no final de 2012, local de grande importância geológica e histórica, aberto das 8 h às 17 h.

No parque há vários  painéis explicativos a respeito da rocha moutonée e do parque.

Na região há várias rochas deste tipo, ou seja granito róseo que foi muito explorado, mas somente esta amostra do parque é denominado Moutonée, pelas características da superfície que sofreu erosão glacial.

Superfície da rocha moutonée, com arredondamentos e trincas....

Lago da origem da vida...

painel explicativo sobre a origem da vida.....

há muita vegetação de cactos no parque.

Há várias réplicas de dinossauros e a explicação sobre sua origem e o seu desaparecimento...






logo abaixo é possível ver o rio Tietê. A partir deste salto o rio passa a ser navegável..

Porto Góes de onde saíram várias expedições de bandeirantes em busca de ouro. Algum tempo depois descobriram que na região de Porto Feliz era mais fácil sair com as embarcações.

Um quitute típico da cidade de Salto é a empada frita.  Na verdade ela é frita numa fritadeira alemã sem óleo. Uma delícia que vale a pena experimentar. Pode ser encontrada no restaurante Dom José e Companhia, no centro de Salto, em frente ao parque da Cachoeira.



sábado, 2 de novembro de 2013

TRILHA NA QUEBRADA VALENCIA E BURITACA ( Santa Marta- Colômbia)


       Localizada a 45 km da cidade de Santa Marta está a entrada para as cascatas de Quebrada Valencia.
Chegando a vila, há uma caminhada ecológica de 50', passando por bosques, leito do rio, até chegar as cascatas. Convém ir de tênis ou papete devido as pedras do rio. A caminhada é tranquila e em terreno plano. É possível ir a cavalo também até as cascatas. São várias cascatas descendo de um paredão rochoso, que vai formando várias piscinas e poços, alguns com até 2 metros de profundidade. É aconselhável também subir as rochas com o calçado também para não escorregar. Após o banho na piscina, retornamos pelo mesmo caminho até o vilarejo. De ônibus, seguimos para Buritaca onde o rio do mesmo nome  se encontra com o mar do Caribe. É possível tomar banho de mar e banho de rio.  No mesmo local, almoçamos o prato típico (arroz com côco, peixe cargo frito e patacones). Por incrível que pareça este pacote custou apenas 75.000,00 pesos colombianos ou seja + ou - R$ 95,00, transporte, ingresso, guia e almoço com refrigerante.

Na entrada do parque há esta formação. É a raiz de uma árvore Indiana.

Parece uma cortina as raízes aéreas.

parte da trilha é sobre o leito do rio, cheio de pedras, alguns trechos secos e outros com água...


alguns fazem o percurso a  cavalo...

fiquei com dó de entrar com o tênis na água, porque só levei um par.  Mas, lá é tão quente que no dia seguinte já estava seco.

chegada a primeira piscina, mas subindo há várias piscinas e poços para relaxar...



vista lá da segundo piscina....

Após o banho, hora de descer...e voltar para o vilarejo e seguir viagem para Buritaca.

Ao fundo a praia do Mar do Caribe e 

deste lado praia do rio Buritaca.

A água do rio é escura e quente, mas é muito relaxante e refrescante. O calor na região é insuportável e a quantidade de borrachudos também. Protetor solar e repelente são indispensáveis. Mas o passeio é muito gostoso.  Na volta pegamos um transito infernal e como só eu e o meu marido íamos ficar em Santa Marta, eles nos colocaram num táxi para voltarmos mais rápido e ligaram depois para o hotel para saber se já tínhamos chegado.



MUSEU DO OURO e a Técnica de fundição da cera perdida / Cartagena das Índias


           A região do Caribe Colombiano já era habitada desde 11.000 anos atrás por diversas sociedades.
A grande riqueza da natureza e variedade de ambientes foram aproveitadas pelos povos agricultores, caçadores,  ceramistas e ourives.
          A partir de 200 a.C, esta região foi progressivamente ocupada pelas populações agrícolas e de ourives,  que com o tempo formaram a sociedade Zenú. Os líderes regionais que tinham grande prestígio e poder sagrado, organizavam e convocavam a comunidade para a manutenção do sistema hidráulico e para a realização de cerimônias, onde reafirmava a identidade cultural . Cada povoado se distinguia pelo uso de adornos particulares.  Nessa época, eles já dominavam a a técnica da fundição da cera perdida. Essa técnica é até hoje utilizada pelos protéticos dentários e ourives.
           Para fazer figuras huecas, eles primeiro talhavam em uma matriz de argila e carvão moído.  O modelo era depois recoberto com cera de abelha e arrematado com um tubo do mesmo material para servir de conduto do metal fundido.  Para peças macicas, a figura era modelada diretamente em cera.
            A figura em carvão ou cera era recoberta com sucessivas camadas de argila que formavam um molde. Uma vez seco, se esquentava para extrair a cera derretida e no espaço vazio introduzir o metal liquido. Quando o molde estava frio, se quebrava, se cortava os condutores de fundição e se polia a peça. Peças fantásticas em ouro foram encontradas, desde filigranas até grandes peitorais  Eles acreditavam em vida pós_ mortem. Nas cerimônias funerárias havia dança e musica  para festejar o renascimento do defun-
to no mundo subterrâneo, enquanto se construía o túmulo sobre sua tumba. Eles eram enterrados com todos seus pertences em ouro, instrumentos musicais, vasilhas de cerâmicas.
              Em 1533, o governador Pedro de Heredia fundou a cidade de Cartagena das Indias e comandou a expedição pelo rio Sinu em busca de ouro. Ele saqueou os túmulos zenues na região do Sinu, no vale de São Jorge e do Cauca, dispersando os indígenas da região.
             Os índios da região, os negros que vieram da África e  os brancos conquistadores formaram essa miscigenação, o povo Colombiano, cujo costumes, culinária, musica e dança também receberam as influencias dos três grupos étnicos.
               As peças a seguir estão expostas no Museu do Ouro em Cartagena das Índias, localizado no centro histórico, e a entrada é franca.

a delicadeza do colar em ouro é impressionante...

figuras de identificação do povoado

figura hueca...


brincos em filigranas..



gargantilhas, pulseiras....


peitoral mamiforme eram usados pelas mulheres de certa importância e também pelos caciques, que ao usá-los aumentavam a capacidade de fertilização e gestação. Os túmulos também apresentavam esse desenho, como simbolismo da gestação e renascimento....

vasos em cerâmicas, sempre presente a figura feminina....

urnas cerâmicas...

urna de menino e urna de menina...

família indígena residente na região de Buritaca...